SEMANA DOS SEMINÁRIOS
07-11-2019
Sim, o sacerdócio comum dos fiéis será tanto mais valorizado, apreciado e exercitado quanto mais o ministerial viver para ele. Na prática, o sacerdócio ordenado é condição da promoção dos leigos e do seu sacerdócio comum. Engana-se quem vive de chavões e anda por aí a propalar que esta é a "hora dos leigos" e, como tal, se bastam a si mesmos e não precisam dos sacerdotes. A experiência demonstra que são precisamente os leigos mais esclarecidos e ativos quem mais reclama o ministério insubstituível dos padres.
Não existe oposição entre clero e laicado. Pelo contrário: um clero que não existisse para o serviço do povo de Deus nem tinha razão teológica de ser nem sequer sentiria identidade eclesial. E, da parte dos leigos, sabemos bem que uma laicidade sem sacerdotes quase sempre se transforma em laicismo anti fé: sem um clero que saiba ocupar o seu lugar e dedicar-se de alma e coração à causa do povo de Deus, a laicidade que, por si, é sadia, facilmente decai no laicismo doentio e rançoso, quando não velhaco e opressor, como a realidade demonstra.
Na próxima Semana dos Seminários, que celebraremos de 10 a 17 de novembro, convido, cordialmente, todos os fiéis da Diocese do Porto a refletirem nisto e a empenharem-se, de alma e coração, na causa sacerdotal. A vários níveis: na dedicação e apreço pelos sacerdotes; na visita aos velhinhos e doentes, mormente na nossa Casa Sacerdotal; no despertar vocacional persistente e contínuo; na oração "ao Senhor da messe para que envie operários para a sua messe"; na ajuda económica significativa, até porque, brevemente, iremos iniciar obras muito volumosas em dois dos nossos Seminários; enfim, na divulgação afetiva desta causa e na simpatia por ela demonstrada.
Os cristãos do Porto sabem que precisam de Padres. Então, ajudem a formá-los no único lugar possível onde um jovem generoso se transforma num Pastor "com o cheiro das ovelhas": o Seminário.
+ Manuel, Bispo do Porto
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